Em 04 de Outubro de 1952, o general de 4 estrelas Dwight D. Eisenhower (1890-1969) concorrendo pelo Partido Republicano , é eleito 34º Presidente dos Estados Unidos, lembrando que durante a campanha ele tinha prometido caso eleito, “O fim da Guerra da Coréia.”
General Dwight D. Eisenhower

05 de Março de 1953 morre Joseph Stalin aos 73 anos, principal líder da antiga União Soviética, o qual era natural da Geórgia um dos países anexados pela Rússia e seu sucessor Georgy M. Malenkov (1902-1988) demonstra interesse no término do conflito, então exatamente em 27de Julho de 1953 em um Pavilhão montado as pressas em Panmujong, é assinado pelo general de 3 estrelas (Tenente General) William K. Harrisson Jr (1895-1987) do Exército dos Estados Unidos representando as Nações Unidas e General coreano Nam iL (1913-1976) representando a República Democrática Popular da Coréia e República Popular da China, um acordo de armistício de 18 cópias redigidas em 3 idiomas, suspendendo a guerra, foi o fim da mais longa negociação de armistício na história das guerras, neste tratado em suas principais cláusulas constava:
A configuração de uma Comissão Militar de Armistício (CMA), para inspecionar e fazer cumprir os termos do armistício e outra Comissão Supervisora (formada por) Nações Neutras (CSNN), ou seja, originalmente constituída por nações neutras para supervisionar as atividades da Comissão Militar, ou seja, delegações da Polônia, Tchecoslováquia, para supervisionar as atividades da CMA no lado norte, e da Suécia e Suíça, para supervisionar as atividades da CMA no lado sul.
A proibição para ambos os lados entrarem no espaço aéreo, e nas áreas terrestres e marítimas sobre controle do outro.
A questão dos prisioneiros de guerra, libertação, troca, repatriamento, com a participação da Cruz Vermelha e também tratou da questão das pessoas dispersas.
O estabelecimento da Zona Desmilitarizada, numa extensão de 248 km, 2 km para cada lado, a qual foi concebida como área de segurança para manter separados os adversários enfurecidos, na qual seriam proibidas grandes concentrações de tropas e armamentos pesados.
1º Ministro da União Soviética, Georgy M. Malenkov.

Pavilhão onde foi assinado o acordo de armistício de 27/07/1953


Tenente General Harrison chegando em Panmujong para assinar o acordo.
General Nam iL partindo para o pavilhão para assinar o acordo.

Tenente General Harrison e General Nam il assinando 

Prisioneiros norte-coreanos
Kim iL Sung (1912-1994), o lendário general das tropas chinesas Peng Deh Huai (1898-1974) e o General de 4 estrelas do Exército dos Estados Unidos, então comandante supremo das tropas das Nações Unidas Mark W. Clark (1896-1984) assinaram (rubricaram) o documento em separado em cerimônias em Kaesong e Munsan.
Kim iL Sung em Kaesong assinando o acordo.


O famoso Gen. chinês Peng Deh Huai assinando o acordo.
Gen. Mark W. Clark assinando o acordo em Munsan.


Saliente-se que o então 1º Presidente da República da Coréia, Syng Man Rhee (1875-1965) negou-se a assinar (ratificar) porém concordou que por 90 dias ele não iria perturbar, depois deste período ele garantiu que teria autonomia para começar outra guerra com uma poderosa invasão militar ao norte. Para conter Rhee, os Estados Unidos assumiram o controle direto das Forças Armadas da República da Coréia naqueles tempos, o que muito levou a contribuir para o longo período de ocupação militar dos Estados Unidos, hoje há aproximadamente 37000 militares dos Estados Unidos situados na República da Coréia. Não houve vencedores, nem os norte-coreanos conseguiram alcançar seu objetivo de instalar um regime socialista no sul, nem os sul coreanos conseguiram instalar um regime capitalista no norte, ao invés cada metade da península continua com seus próprios métodos, sistemas, e tem sido assim desde então. Até hoje tanto a Coréia do Sul, quanto a Coréia do Norte não reconhecem uma a outra como nações soberanas, na verdade como não foi assinado um acordo de paz, os dois lados ainda encontram-se tecnicamente em estado de guerra.
O anseio de reunificação afeta até mesmo os guardas que servem na ZDM, por exemplo, nas montanhas centrais o Sargento Kim admite que o incomoda muito a perspectiva de lutar contra os vizinhos norte-coreanos. “Eles são nossos irmãos, e ao mesmo tempo são nossos inimigos, analisa ele, é algo de cortar o coração”.
A guerra da Coréia, um trágico e insano conflito fratricida, causou indescritível dano a ambas as partes da nação (península), mais tragicamente ainda, ela separou (aumentou) ainda mais (milhões) famílias e amigos que já tinham sido separadas com a famosa (Ordem do dia nº 1 do Pres. Truman em 1945 estabelecendo o Paralelo 38 como divisa) e perpetuou uma fenda na história de uma nação que se tinha orgulhado de ser unida e independente durante quase 2000 anos.
“A guerra errada, no local errado, no momento errado e contra o inimigo errado”. Omar Nelson Bradley (1893-1981), general de 4 estrelas, comandante do Estado Maior das Forças Armadas dos EUA gestão 15/08/1949 até 15/08/1953 em depoimento no Congresso dos Estados Unidos em 23 de Maio de 1961.
Fonte: Alcione Prestes Costa