CBEPB
Movimento Sam IL

Documento da Proclamação da Independência coreana 1919
Abaixo estátua do Movimento de Independência.

A ÉPICA, HISTÓRICA, MONUMENTAL PASSEATA PELA INDEPENDÊNCIA DA CORÉIA “SAM IL”.

O movimento de Independência SAM IL, também conhecido como a marcha de Independência SAM IL, foi um dos eventos mais marcantes ocorridos na península, clamando pela Independência da Coréia em tempos difíceis de dominação japonesa, foi um dos mais significativos atos na história da humanidade, que levou a conhecimento do mundo, todo o grandioso patriotismo, coragem e altivez do povo coreano.
O nome refere-se justamente a data inicial do evento 1º de Março de 1919.

 

A INSPIRAÇÃO, O IMPULSO FOI O DISCURSO DE WILSON E TAMBÉM CONFERÊNCIA DE PAZ EM PARIS.

A inspiração do Movimento foi ocasionada principalmente por dois acontecimentos:

Thomas Woodrow Wilson

O discurso de 14 pontos do 28º Presidente dos Estados Unidos da América Dr. Thomas Woodrow Wilson (1856-1924) do Partido Republicano, proferido exatamente em 08 de Janeiro de 1918 no Congresso daquele país, no qual Woodrow estimulava a política de autodeterminação, tanto para as pequenas como para as grandes nações.
O Movimento também foi inspirado pela Conferência de Paz iniciada em Paris em 18 de Janeiro de 1919 que proclamou o fim de alguns domínios coloniais.
Após saber sobre o discurso de Wilson, jovens estudantes coreanos no Japão publicaram uma Declaração, exigindo a independência coreana.

OS PRINCIPAIS IDEALIZADORES FORAM: JOVENS ESTUDANTES, RELIGIOSOS, TODOS CIDADÃOS NACIONALISTAS, PATRIOTAS.

Quando esta declaração chegou a conhecimento do Movimento Nacional da Resistência na Coréia, liderado por 33 religiosos (metodistas, budistas, presbiterianos, chondoístas) os quais formavam o núcleo do Movimento, incluindo o patriota Son Byong Hi (1861-1922) líder da religião Chondoyo, esta liderança decidiu que estava chegando a hora de agir, portanto patriotas coreanos, na maioria religiosos e também jovens estudantes, no mais absoluto segredo, planejaram, organizaram e montaram demonstrações populares pela Independência nacional, todo este secreto planejamentos foi   posteriormente cuidadosamente disseminado pos todas as cidades, povoados e aldeias da Coréia, os quais finalmente irromperam nas ruas, tendo como ponto de partida o dia 1º de Março de 1919, a oportunidade foi justamente a notícia do falecimento do rei Kojong (1851-1919), que tinha sido envenenado pelos japoneses.
Entretanto ardilosamente Wilson não demonstrou em sua declaração, que nem todas as colônias estavam livres, obviamente levando os coreanos a não perceberem que tal liberdade não se aplicava para: Coréia, Índia, Tibet, Pérsia, Líbia, Marrocos, Vietnã e algumas outras colônias dos vencedores da 1ª Guerra Mundial. Os nacionalistas coreanos erroneamente levaram ao pé da letra o discurso de Wilson e não perceberam toda sua sagacidade, que ardilosamente, nas entrelinhas não relatou em seu discurso que a
Coréia e alguns poucos outros países não estariam livres, ou seja, não perceberam que Wilson não era tão bonzinho com ele mesmo se considerava.

AS TERRÍVEIS CONSEQUÊNCIAS DO MALFADADO ACORDO TAFT-KATSURA (JULHO /1905) PARA O PACATO POVO COREANO.


 Cabe a pena lembrar que os Estados Unidos exatamente no ano de 1905 durante a gestão de seu 26º Presidente Theodore Roosevelt (1858-1919), concordou com a anexação da Coréia pelo Japão justamente no Tratado Taft-Katsura. O qual foi um memorando assinado durante o encontro entre o Secretário de Guerra dos Estados Unidos William Howard Taft (1857-1930) e o 1º Ministro japonês Katsura Taro (1848-1913) ocorrido exatamente em 27 de Julho de 1905 em Tóquio, com data de 29/07/1905 (memorando) no qual os Estados Unidos comprometeu-se em não interferir na política de influência do Japão sobre a Coréia e em troca o Japão comprometeu-se em não interferir na política de influência dos Estados Unidos sobres as ilhas Filipinas.

O PARQUE QUE ENTROU PARA A HISTÓRIA, NO DIA EM QUE NINGUÉM FICOU EM CASA E AS RUAS FICARAM LOTADAS.


Aproximadamente as 14,00 h do dia 1º de Março de 1919, os 33 religiosos nacionalistas, reuniram-se no Restaurante Taehwagwan em Seul e leram a Declaração de Independência, os nacionalistas inicialmente tinham planejado reunirem-se no Parque Tapgol no centro de Seul, mas decidiram de última hora mudar para um local mais reservado, tendo em vista o receio que tal reunião pudesse se transformar em tumulto, desordem. Os líderes do Movimento então assinaram o documento que havia sido redigido pelo escritor e historiador Choe Nam-son e enviaram uma cópia para o Governador Geral da Coréia,  o General japonês Hasegawa Yoshimichi (1850-1924) eles então telefonaram para a Delegacia Central de Polícia informando sobre as ações e logo foram presos. Paralelamente ao encontro no restaurante, uma grande multidão reuniu-se no Parque Tapgol onde ouviram o estudante Chun Jae Hyong ler a cópia da Declaração publicamente. “O dia de hoje é marcado pela Declaração de Independência, haverá pacíficas demonstrações por toda a Coréia, tendo em vista, nossos encontros serem ordeiros e pacíficos, nós vamos receber a ajuda do Pres. Wilson e das Grandes Potências da Conferência de Paz em Paris e a Coréia será uma nação livre....
E logo o encontro transformou-se em uma gigantesca passeata, com milhares de manifestantes: religiosos, estudantes, mulheres, crianças, camponeses, cidadãos em geral gritando palavras de ordem como “VIVA A CORÉIA’ e também cantando hinos, com a intenção pacífica e ordeira de mostrar para o mundo o sublime sonho de tornarem-se livres novamente”.

General Hasegawa Yoshimichi governador geral da Coréia

A ASSUSTADORA, MONSTRUOSA, FEROZ, EXTREMA VIOLÊNCIA OU SEJA AS ATROCIDADES COMETIDAS PELOS NIPÔNICOS.

Por sua vez os japoneses responderam com extrema brutalidade, selvageria, crueldade, milhares de pacíficos manifestantes foram: massacrados, baleados, assassinados, espancados, aprisionados, torturados, líderes cristãos foram crucificados, justamente para agonizarem na cruz, ou seja, sofrerem morte lenta, pois segundo os japoneses: “Assim estes coreanos irão para o céu”, centenas de pacatos cidadãos, mulheres, jovens estudantes foram decapitados, sendo suas cabeças expostas na rua.

 

Coreanos crucificados pelos japoneses
Japoneses decapitando coreanos, abaixo cabeças expostas na ruas.

Na localidade de Jeam Ri os japoneses após terem aprisionado dezenas de pacatos cidadãos, os levaram para dentro de igreja, trancaram as portas e atearam fogo carbonizando todos que lá estavam.
Vários massacres aconteceram em cidades e aldeias da região de Suwon, onde diversas localidades foram pilhadas, saqueadas, as casas queimadas, as pessoas assassinadas, algumas pessoas conseguiram fugir e se refugiar nas montanhas, sobrevivendo apenas com a alimentação de raízes e plantas.
Não obstante o povo não deixou se intimidar e a verdadeira febre de demonstrações, manifestações, passeatas, que tinha se espalhado por toda a península, conseguiu obter uma ampla reação de simpatia mundial pela causa.
Os coreanos contabilizaram aproximadamente: 7500 mortos, 16000 feridos, 47000 presos.
Os japoneses incendiaram 59 igrejas, 3 escolas e 724 casas.
Desde o início no dia 1º de Março de 1919 até o final 2 meses após, mais de 2 milhões de coreanos participaram das mais de 1500 demonstrações ocorridas em toda a península.

 

Fonte: Alcione Prestes Costa

 

Historia TKD



 

www.flickr.com
Itens de INHL Vá para INHL galeria

 

 


Seção de Videos
Já Estão disponivéis os videos sobre Poomsae e Hian na seção de Download.

Assembléia Geral Extraordinária
O Instituto Nam Ho Lee realizou no dia 15 de Agosto a sua 1º Assembléia Geral Extraordinária que tratou de assuntos de interesse de todos os professores e Mestres.